Orgulho, mocinho e bandido.

A quem diga que o ano começa após o carnaval e assim sendo, volto a escrever para vocês para falar de um sentimento muito usado no carnaval, ORGULHO!
Este sentimento está em nós e deve ser controlado e utilizado com responsabilidade, pois é o equilíbrio que o torna excelente ferramenta a nosso favor.
Muitos devem estar se perguntando: Ferramenta a nosso favor?
Sim ferramenta, pois é através dele que saímos de algumas situações embaraçosas, como por exemplo, insistir em um relacionamento em que a pessoa não nos ama mais ou se manter no emprego que não gosta e te consome.
O orgulho trás consigo o amor próprio, muito nos ajuda, mas principalmente atrapalha, pois quando permitimos que ele tome proporções exageradas, passamos a cometer erros grotescos que nos prejudicam sem percebermos, erros que nos limitam e nos tiram a visão do todo.
Imaginemos o seguinte cenário: “Um relacionamento no qual tudo gira em torno de uma das partes, o beneficiado se torna cada vez mais egocêntrico, fazendo cada vez mais apenas as suas vontades, enxerga a si mesmo e não ao parceiro e cada vez mais afunda a relação, porem preciso lembrar que não é o único culpado, pois o outro permitiu que a situação chegasse a esse ponto, por falta de orgulho e amor próprio.
Deste ponto em diante costuma acontecer uma rebelião, por parte da pessoa que viveu pela outra, causada pelo saturamento e essa explosão de sentimentos reprimidos causa repulsa e revolta, o jogo vira e começa o desprezo, as brigas, e as pisadas na bola, por parte daquele que sempre viveu à sombra do egocêntrico, e nesse ponto o orgulho passa pra outro estágio, aquele próximo ao ódio”.
Esta narrativa é muito cotidiana e por isso conheço pessoas que irão imaginar que a narrativa lhes foi direcionada, mas garanto que não foi direcionada a ninguém, apenas aproveitei uma situação a qual eu já ouvi inúmeras vezes, de diversas pessoas, sempre causadas ou agravadas pelo orgulho.
Vamos procurar controlar o orgulho, usá-lo apenas quando for preciso, não permitir ser controlado por ele, com pequenas atitudes no dia a dia, podemos mantê-lo sob controle.
Prestar mais atenção no parceiro, ceder algumas vezes nas discussões, não fazer apenas as nossas vontades, quando percebermos que estamos certos em alguma coisa, não ficar sempre lembrando o parceiro que estamos certos, querendo forçar nossa vontade, entre outros, são algumas coisas que devemos fazer para controlar o nosso orgulho em um relacionamento, sendo que o inverso serve para aqueles que precisam de um pouco mais de orgulho e amor próprio, não permitir que o parceiro deixe de fazer algumas dessas pequenas coisas no dia a dia.
As rédeas da nossa vida são exclusividade nossa, fazemos o nosso destino, mas as conseqüências de todas as nossas escolhas são de nossa responsabilidade.
Vamos refletir, devemos dominar o orgulho ou deixá-lo dominar? A escolha sempre esta em nossas mãos.


Carlos Eduardo Pereira Gomes

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